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terça-feira, 29 de março de 2011

Das coisas que eu sinto MUITA falta no Brasil



1. do SOL!!!!
2. do churrasco do meu pai, da lasanha da minha sogra e das intermináveis delícias da minha madrinha.
3. da Tata. Que cuidava do Lo, da Lua, da nossa casa, e nos mimava todos os dias.
4. de tomar chimarrão com a minha mãe
5. de beijar as pessoas. Ou só apertar a mão mesmo....
6. dos meus pacientes e alunos
7. de tocar...
8. de pegar o Lorenzo na escola e ir pro Iguatemi fazer um lanche e ir nos brinquedos.
9. de sair com os guris, e dos cafés com a Bárbara
10.da nossa família. Que nos aquece o coração mesmo a milhares de quilômetros de distância. Mas que pertinho, também aquece com beijos e abraços...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Das coisas que não sinto falta no Brasil



1. de dirigir as 19hs na Ipiranga com chuva em dia de jogo do grêmio
2. de pagar 500 reais de plano de saúde
3. de ficar pensando: se chover, eu consigo chegar na Benjamin?
4. de NUNCA usar o Ipod na rua
5. dos 40 graus do verão Porto Alegrense
6. do carnaval (sorry!!)
7. das intermináveis alergias do Lorenzo... vai saber porque!
8. do famoso "entre 9 e 21hs" , ou seja, o cara não vai chegar nunca
9. da velha malandragem de se dar bem a qualquer custo
10. de viver eternamente com medo, e de não ter a menor ideia de como seria bom se fosse diferente...

domingo, 13 de março de 2011

Churrasco de domingo!

AHA! vocês acham que só gaúcho come churrasco domingo?
Hoje nossos queridos amigos quiseram aquecer nosso coração e preparam um churrasco gaúcho/inglês, com direito a salsichão e guaraná! Não estava um clima de congelador, então as crianças brincaram enquanto tomávamos um chimarrão autêntico em uma cuia do grêmio!!!!!
Me senti praticamente em Porto Alegre (tudo bem, eu admito, eu ia dizer, me senti praticamente em casa...)







quinta-feira, 3 de março de 2011

"Em Brasilia 19 hs"





"Jack Soul Brasileiro
E que som do pandeiro
É certeiro e tem direção
Já que subi nesse ringue
E o país do swing
É o país da contradição..."



Faz algum tempo que tenho feito com o Lorenzo uma "Hora do Brasil" aqui em casa.
Eu sempre pensei como ficaria a "brasileirisse" dele por aqui, mas nunca passou mais do que isso, pensar.
Por aqueles motivos de sempre: que ele precisava se adaptar, precisa entender a língua e tudo mais... o melhor era mesmo uma imersão no mundo inglês.
Quando acabar nossa temporada aqui, ele vai ter passado a primeira metade da vida no Brasil, e a segunda metade na Inglaterra. Mas a segunda metade será a dele mais velho, com mais consciência e entendimento de tudo, ou seja: quero manter o Brasil morando nele, não só a língua que sempre falaremos em casa, mas também a comida (dentro do possível...), algumas tradições, e a música.
Entãaaaaaao, agora todos os dias no final da tarde temos a hora do Brasil.
Baixo várias músicas brasileiras, e ficamos eu e ele dançando que nem uns doidos. Ele adora, porque é folia, correria, dança no colo, jogo pra cima e de quebra gasto algumas calorias.
E nosso baile é do mais eclético : ouvimos Lulu Santos, que eu trouxe do Brasil, baixei uns cds ao vivo do Tom/Vinicius ( "a tristeza éeeee senhora, desde que o samba é samba é assim"), e também uma músicas do Lenini.
Ontem, ele encarnou na música A Ponte, do Lenine. Coloquei o ipod no repite, e ouvimos um milhão de vezes, no final ja estava até cantando junto.
"A ponte não é de concreto, não é de ferro

Não é de cimento
A ponte é até onde vai o meu pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento"


Acho muito importante manter essas pequenas coisas, que não nos custam nada e que no final ainda é um jeito de manter pra ele o Brasil mais perto.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"Mas a gente não sabe onde é a nossa casa...."

Essa frase foi dita pelo Lorenzo esses dias, quando falávamos em visitar uma querida amiga que no final do ano vai morar na Indonésia.
Eu falei super inocente, que seria uma boa idéia, e ele: não mamãe!! eu não quero ir pra lá porque a paisagem é muito diferente... (!!!) e também a gente não sabe onde é a nossa casa..."
Eu e o Ber ficamos falando, que ele as vezes perde a noção das coisas.
NO final do ano ficamos 6 dias em Londres, e ele no último dia teve uma crise achando que a gente não voltaria pra cá, e volta e meia fala "de quando a gente morava em Londres..." kkkkkkk.
Hoje conversando com uma amiga brasileira daqui, ela me contou que eles decidiram voltar pro Brasil no final do ano, depois de 4 anos aqui.
Na Inglaterra, eles tiveram uma casa super bacana, uma filha linda que é bilingue, o primeiro carro de vida deles e mais um monte de coisas legais, e no Brasil tem a indecisão de começar toda uma vida de novo, mas.... é no Brasil.
É engraçado esse sentimento. Eu considero aqui, fisicamente a minha casa. As minhas coisas, o nosso cheiro, a nossa rotina. Mas esses dias fazendo pipoca, senti aquele cheiro e falei : "que cheiro de..... casa..." porque lembrei o cheiro do Bourbon Ipiranga, que íamos quase todo dia.
Eles decidiram voltar porque ele pode ter um emprego bacana, mas principalmente, claro, pra ficar perto da família. Não família propriamente de sangue, mas dos amigos, do povo, do calor... de tudo que família/brasil significa pra quem mora fora.
E claro que estão preocupados. Com a segurança, com o dinheiro, com a educação e mais um milhão de coisas. Mas na hora que o coração aperta, ainda vão estar indo pra casa, mesmo que a 4 anos não seja mais a casa física deles.
Nós quando decidimos vir pra cá, decidimos ao mesmo tempo não sofrer. Não que seja fácil assim, mas se a decisão estava tomada, precisávamos transformar tudo no mais fácil possível. E assim está sendo... viajamos, temos nossas coisas, Lo vai pra escola, temos nossa rotina e nosso lazer... tudo muito diferente do Brasil, mas tudo muito bom também.
A única coisa que agora aperta o coração, é perceber que nos relacionamos e fazemos vinculo de amizade com pessoas que estão sempre voltando, ou indo, ou as duas coisas.

A gente da tchau pra família, pros amigos de todo uma vida, pra nossa cultura (e pro calor), daí faz amigos, e dá tchau pra uma que vai pra Indonésia pra fazer estagio por 6 meses, pra outra que vai voltar pro Brasil.... é sempre e eterna uma despedida.
Que coisa.

Mas pelo menos temos gente pra visitar pelo mundo todo!!!

Ja dizia Oswaldo Montenegro"...porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade"

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Brasil

Eu gosto do Brasil, mas sempre, SEMPRE achei outros paises muito interessantes. Nao gosto de calor, nem de muvuca na praia e muito menos de carnaval, e estou perfeitamente adaptada as mantas, casacos e principalmente botas, muita bota nessa vida inglesa.
Mas hoje passei a tarde feliz da vida cantando:
"rio 40 graus, cidade maravilha purgatorio da beleza e do caos" " a minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela... fez um desembarque fascinante no maioooooor show da terra.."  " estou vestida com as roupas,e armas de jorge.."  cantando a pleno pulmoes, lavando a louca e ate dancando...
kkkkkkkkkkkkkk
Nao existe nesse mundo melhor brasileiro do que aquele que nao mora no Brasil.

ps: ah! e ja baixei agora jorge benjor!!!