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segunda-feira, 12 de março de 2012

Oxford

           No final de semana resolvemos ter um pouco de aventura, colocar a criançada na bagagem e conhecer Oxford. Alugamos um carro pra facilitar a vida (porque 2 crianças, carrinhos e tralhas todas de trem ou ônibus acho que não seria tão divertido). 
        A cidade fica a 180 milhas, uns 270 km,então munidos de cadeirinhas de carro, carrinho, brinquedos e roupas encaramos na ida 4 horas de viagem, com direito a parada para amamentar e uns dois "desvios" por culpa do GPS. Até que foi mais tranquilo do que eu esperava. Alice deu uma chorada, Lorenzo deu uma resmungada, mas depois os dois dormiram e pudemos curtir a paisagem e conversar um pouco.
             Ficamos em um "Bed and breakfast" MARAVILHOSO. Na sexta a dona ligou querendo saber o que comíamos no café da manhã. O B&B nada mais é fo que uma casa onde os proprietários possuem quartos sobrando e resolvem alugar. O nosso era 4 estrelas. Quarto lindo, decorado, com chaleira elétrica (com água já quente quando chegamos), café, bolachinhas, água, leite e chá (óbvio) free, 2 roupões de banho deliciosos, banheiro privativo com banheira gigante com hidromassagem, produtos para o banho e um café da manhã perfeito. Conversamos bastante com a dona da casa, e Lorenzo matou de cansaço o cachorro da família. Na hora de ir embora ele já estava no pátio lá atrás brincando com a filha da mulher e dizendo que "queria ter o almoço e a janta ali também"  (com essa tradução literal mesmo).
              No sábado caminhamos pela cidade para ter uma ideia do que fazer e domingos fizemos os passeios.
                Primeiro levamos o Lo numa pracinha para dar um tempo da vida histórica da cidade, depois fomos ao Pub The eagle and child tomar uma pint. Esse era o pub onde Tolkien (escritor do Senhor dos anéis|) e C.S. Lewis (as crônicas de nárnia) se encontravam pra beber, fumar cachimbo e criar obras literárias imortais :)
               Se para mim foi uma loucura estar sentada ali pensando que muitos anos antes eles estavam, imaginem para o escritor da família!!!! Ele ficou quieto, tomando sua pint e curtindo (enquanto o Lorenzo pedia pra ver a foto do "velhinho que tinha escrito o livro e morrido").
               Depois resolvemos conhecer a Christ Church College, umas das "casas" da universidade de Oxford, foi uma diversão.
                Pra começar, fila pra entrar. Nisso, Lorenzo chato cansado deitou no carrinho da Alice, enquanto o Ber pegava ela e dormiu. Seria ótimo se o lugar não tivesse um milhão de  anos e mais de um milhão de escadas. Bom, já que estávamos ali, encaramos. Cada um com um filho dormindo no colo (por isso que eu digo, e quem tem 3 heim? heim???) estacionamos o carrinho na entrada e adentramos um outro mundo....
                   Vale dizer, que ali foi filmado várias cenas do Harry Potter (inclusive a sala de jantar).
                 Cada passo a gente se impressionava mais. É tudo lindo, antigo, e respira história em cada canto.
                   A sala de jantar onde antes comia Lewis Carrol (Alice no país das maravilhas) ainda está igual e hoje estudantes "normais" ainda jantam ali.
                   É uma cena muito louca ver por fora toda aquela arquitetura e la em cima, em uma sacada, um carinha fumando seu cigarro, em outra janela uns chinelos pra fora, em outra uma xícara de chá esquecida. As pessoas estudam e moram ali! "parece errado" segundo o Bernardo.
                   A cena era ótima. Nós deslumbrados com tudo, equilibrando criança, mochila e tentando tirar uma fotos sem enforcar a criança adormecida no colo. Lá pelas tantas um casal de japoneses pensando que éramos loucos precisássemos de ajuda, perguntaram se queríamos uma foto dos 4. Mais tarde Lorenzo acordou e curtiu muito (e também ficou revoltado porque algumas partes eram só para os estudantes se o pai dele também era estudante?) e correu, tirou umas fotos ele mesmo e jogou moeda um uma fonte.
                    Com essa viagem fiquei pensando (de novo) como é uma pena que as pessoas evitem fazer esse tipo de passeio com crianças... dá trabalho claro, e acabamos vendo poucas coisas, porque no meio de tudo tem fralda, mama, lanchinhos supresa, briga, choro, soneca, banheiro, e mais um milhão de coisas, mas vale muito a pena. Falei pro Lo ontem no pub, enquanto ele comia batatas fritas, que daqui uns anos, quando ele fosse ler o Senhor dos anéis, ia adorar saber que esteve ali, sentado onde o escritor também esteve, e é isso mesmo. Quem diria que ele iria curtir o passeio pela college, mas é só saber apresentar para eles a curtição toda. 
                   Falamos, eu e o Ber ontem, enquanto tomávamos nossa cerveja correndo dentro do pub, que daqui uns anos, quando pudermos viajar sozinho, vai ser outro tipo de Europa. Mais calma, com passeios 100% adultos, mas tenho certeza absoluta que em alguns momentos vamos pensar: mas o Lorenzo iria gostar tanto disso... a Alice ia adorar isso aqui... então enquanto esse anos não chegam, curtimos nossa bagunça e agitamos o velho mundo com ela. 



pausa para mamar
 

 não basta ser pai, tem quer pai polvo, dar cacunda e empurrar carrinho

 cidade linda

 quem quiser comprar uma é só seguir a placa "Alice's shop", eles só não vendem tão pretinha quanto a minha :)

escola bem novinha. 
sente a fachada da escola ainda em funcionamento :0
 College

ufa!

 sim, eles ainda comem aqui
 e tudo já estava arrumado para a janta
 manos
 órgão da catedral
fazendo um pedido 


 pretinha passeando acordada

café da manhã

 ai que sono!!
 curtindo o sol e os 18 graus
 ainda não foi dessa vez uma boa foto dos 4....

 

um brinde aos bons escritores

 "o que é isso? isso é uma pint meu amigo. e elas vem em pint? quero uma" (senhor dos anéis) em honra a Tolkien e CS Lewis que bebiam e  fumavam seus cachimbos neste mesmo pub"


quinta-feira, 8 de março de 2012

Da (des)educação inglesa

Hoje saímos para nosso café a dois três. Largamos o Lo na escola e fomos rumo a parada de ônibus. Depois de uns 20 minutos esperando já falamos: vai estar lotado, não vai ter onde colocar o carrinho. (nota para quem está chegando agora: por aqui os ônibus tem lugar para carrinho e não tem roleta, facilitando a vida dos pais). Não deu outra. No lugar destinado já tinham dois carrinhos. O cobrador disse para apertarmos no primeiro banco que daria.
E assim foi: eu espremida no primeiro banco com as pernas no corredor pra dar espaço para o carrinho gigante da pequena. Assim que sentei, ela começou a chorar, então peguei ela no colo.
Lá pelas tantas, ônibus lotado, entra um senhor de bengala. Para bem na minha frente e percebo que ele tinha Parkinson! Olho para todo mundo e as pessoas, parecem não perceber e NINGUÉM se da ao trabalho de levantar.
Começa me dar um calor, então calculo como poderia ajudar. Tarefa impossivel, já que precisava colocar Alice gritando no carrinho, levantar, passar por ele, tirar o carrinho no ônibus apinhado de gente e torcer para que ele não caísse. Quando olho pra traz vejo a cena: uma mulher segurando um carrinho na vaga destinada a eles, com o mesmo VAZIO, e sentada, num banco destinado a idosos a filha de uns 4 anos. Não acreditei quando vi. A mulher estava olhando o senhor de bengala, tremendo, imagino que pensando: o que será que ele tem?
Já não bastasse a situação, entra uma mulher com 2 muletas, mal conseguindo se equilibrar e para ao lado do senhor. Olho pra traz na tentativa de que a bonita ficasse com vergonha e tirasse a menina do banco. Nisso, a menina termina de comer e lavanta para entregar a mãe um pacote, ao que a maravilhosa mulher responde: vai, senta, senta logo!!
Juro por Deus, precisei de todos os músculos existentes no meu ser pra não começar a gritar na mesma hora.  Achei que minha cabeça ia explodir, fiquei num vermelhão que deixaria meu pai orgulhoso. (nota: na família temos a expressão PETIPOÁ, termo que meu pai, eu e minha irmã conhecemos bem, que significa aquele vermelhão cheio de bolinhas e manchas que toma conta da cara e do peito naqueles momentos estressantes).
Na mesma hora pensei: ou saio daqui ou começo a gritar com essas pessoas.
Coloco ALice no carrinho, peço licença, sinalizo pro Ber que estava lá no fundo,  vou abrindo caminho no meio da multidão e deixo meu lugar para a mulher das 2 muletas.
Descemos na metade do nosso caminho. Na hora, nem vi onde estávamos, mas eu simplesmente não conseguia ficar ali dentro.
No Brasil, sei que também é difícil de encontrar alguém que ceda o lugar. Difícil, não impossível. Aqui, fora eu e o Bernardo, acho que nunca vi.
Essa educação excessiva dos ingleses, de não se meter na vida de ninguém, é uma beleza, mas também tem dois lados. Eles podem não atropelar ninguém, mas se tem alguém atropelado, eles passam pelo lado e ignoram. (outra nota: alguns anos atrás Norwich teve um acidente de trânsito onde morreram 2 pessoas. A cidade ficou em choque por meses!!!)
Nós brasileiros, intrometidos por natureza, palpitamos na vida dos outros, gostamos de fofoca, e fazemos do Big Brother um dos programas mais vistos da televisão, mas PERCEBEMOS as pessoas. Mesmo que no ônibus não cedam lugar, viram a cara para fingir que não estão vendo, mas estão vendo. Aqui não. Eles olham, mas não enxergam MESMO.
Desci do ônibus tão furiosa, que as pessoas na rua deviam pensar: não entendo nada do que essa louca está falando, mas que o marido está prestes a apanhar, isso está.
O pior, é que assim que descemos e apontei pro Ber a tal mulher ele disse: a nossa vizinha???? kkkkk daí percebi que era uma vizinha nossa que se mudou a pouco tempo aqui pro lado.
Mas como o mundo gira e gira e gira... na volta do passeio, entrei no ônibus com uma outra mulher e seu carrinho. Paramos lado a lado na vaga. Eu, pra ficar de olho na pequena, fiquei entre os carrinhos de costas para ela. Lá pelas tantas, a menina no carrinho, com pouco mais de 1 ano, começa a mexer no meu vestido. Olho pra ver, e a mulher pede desculpas. Digo que tudo bem e sorrio. Um minuto depois, ela levanta um pouco o vestido, e a mulher pede mil desculpas. Não dando por satisfeita, a menina levanta meu vestido e coloca a cabeça embaixo. hahahahha. Viro assustada, e a mulher não sabe se se joga pela janela, se joga a filha, ou se finge desmaio para não passar vergonha. Me olha com uma cara de suplício e pede um trilhão de desculpas. Digo que não tem problema, que eu estava de calça e bla bla bla, mas como boa inglesa ela simplesmente não sabe como lidar com aquela situação tão invasiva.
Pra não matar a mulher do coração, saí do meu lugar e mantive minha retaguarda longe da menina, que devia estar achando muito interessante um "derrière" brasileiro nessa terra de gente quadrada. Em todos os sentidos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A importância do importante dos outros!



Acho que essa é umas das coisas mais difíceis de se aprender e principalmente de se sentir.
De se respeitar o que para os outros é importante.
Ontem na aula, consegui fazer "as pazes" com a minha colega da Jordânia.
Ela sentou do meu lado, e eu pedi para ver o dicionário inglês - árabe dela, e fiz comentários sobre a língua, que ao meu ver é impossível. E ela me mostrou algumas coisas, e escreveu meu nome (nota: vocês sabiam que árabe se escreve da direita pra esquerda? eu não sabia).
Depois perguntei sobre as jóias dela, e ganhei a amiga!
Ela estava com um brinco enorme, de ouro, e um anel igual! Tipo uma coisa bem diferente, tem o anel normal e duas cordinhas de ouro pendurada, lindo. E ela me contou que era herança de família: era da bisavó, depois da vó, depois da mãe... e assim por diante. E arrematou: as mulheres árabes querem muito filhos homens, mas no fundo, querem meninas também, pra poder passar pra elas isso que é importante pra gente.....
Caí da cadeira!!!
Conversamos sobre essas coisas que gostaríamos de passar adiante, e as coisas que queremos e tudo mais.
NO final da aula, me virei pra falar com um colega e ela viu minha tatuagem. Pensei: pronto, perdi de novo.
E ela veio perguntar, porque fiz a tatuagem, porque no país dela é coisa de "pessoas más".
Dai conversamos um pouco sobre isso, porque ela disse que eu não parecia desse tipo (ai que alívio).
Falei  que dependia de cada um, que eu namorava a mesma pessoa a muito tempo, fiz faculdade, pós, casei de branco na igreja, tive cachorro, gato, filho, tudo que manda o figurino, e que a tatuagem era só o meu lado "rock and roll", que eu acho que todo mundo tem, brigando por seu espaço.
E ela: que legal, eu entendo um pouco isso...
E assim ficamos, entre ouros e tatuagens, cada um com seu tesouro...

domingo, 27 de março de 2011

Nem tudo é tão fácil assim....



Essa semana na aula, nós tivemos muuuuita interpretação de texto, e lemos artigos bem variados. Mas o assunto foi o mesmo: diferenças entre homens e mulheres.
Profissões, diferenças neurológicas, comportamentais e por aí vai.
Terminei a semana com 2 amigos a menos.

É muito dificil estar em uma sala com pessoas de uns 10 países diferentes e acabar, sem querendo, ofendendo alguém.
Explico: primeiro comecei fazendo dupla com um espanhol do tipo machão. Grandão, todo arrumado, e que tem a mais absoluta certeza que as mulheres nasceram pra lavar a louça e os homens pra consertar carros, e diz ele: não é que elas não possam trabalhar, podem, mais ainda tem que cuidar da casa..... eu no meu jeito calmo, tranquilo e nada "petipoá"de ser, fiquei num vermelhão básico, e tive que descordar do querido. Resultado: no outro dia, ele chegou atrasado e do meu lado tinha uma cadeira vaga. Ele praticamente parou a aula para atravessar a sala e sentar do lado oposto!!
A outra pessoa, uma mulher da Jordânia, super bonita, arrumada, que já contou que não teve o casamento arranjado e que inclusive está procurando emprego, ficou muito ofendida com uma brincadeira que eu fiz. Estávamos analizando uma foto, onde uma mulher passava aspirador e um homem ficava sentado lendo o jornal, e precisávamos inventar um título para a foto. Eu na brincadeira falei: "Lasy Man, Unhappy woman". Algo como homem preguiçoso, mulher infeliz. Ela que estava do meu lado, olhou com uma cara muito feia, enquanto outras pessoas riram.
Na hora percebi que ficou ofendida. Depois, claro, ela foi minha dupla, e não falou quase nada!
Na outra aula, a professora que deve ter adorado minha opiniões, venho cutucar de novo, mas daí fui política suficiente pra dizer, que dependia de cada região, de cada família e que eu preferia não responder.

Brasileira feminista ataca!

Pelo menos ninguém pode dizer que eu não tenho ideais...

domingo, 20 de março de 2011

É o Lorenzo, opá!!!

Cada dia Lorenzo me aparece com uma coisa diferente que nos mata de rir. Agora ele decidiu que é português, de Portugal mesmo.
Nós temos essa família de amigos portugueses. Ela, fala um milhão de línguas diferentes, e com nós fala "brasileiro" sem nenhum sotaque português. Quando fala com o marido e o filho, fala o português-português.
Mas ele é super português, e cheio de gírias, não deu outra, Lorenzo agora é "opa" pra cá, e "pois" pra lá. Muuuuuuito engraçado.
Tipo assim: Lorenzo me alcance aquilo. E ele: já to levando opá!
Ou Lorenzo vem cá! e ele: pois mãe, to indo.

Nos rolamos de rir.

Agora pouco o nosso vizinho inglês tava aqui brincando com ele, e ficamos impressionados com ele conversando. As vezes, a gente não entendia o que ele dizia, mas o menino sim!!!
Nós não ficamos falando nada, pra ele não ficar com vergonha, mas é muito legal.
Vai voltar pro Brasil falando não só inglês, mas as línguas dos nossos amigo também!
Tomara.



Gremista/brasileiro/português/inglês/ e o que mais aparecer....



quarta-feira, 9 de março de 2011

"A ponte não é para ir nem pra voltar A ponte é somente pra atravessar"


Já diz aquele ditado, que as coisas que eu não sei caberiam no oceano... mas desde que cheguei aqui, aprendi algumas novas....
Por exemplo, que os portugueses cantam o "parabéns pra você" igual ao nosso, mas com uma estrofe a mais. Fica assim:
"Parabéns pra voces
nessa data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida
hoje é dia de festa
cantam as nossas almas
e ao menino (ou menina)........
uma salva de palmas"
Também sei que no Siri Lanka, é praxe os pais arranjarem os casamentos dos filhos.
Tenho uma nova amiga muito querida, de 24 anos, que a 8 anos atrás recebeu dos pais a foto de um pretendente 8 anos mais velho, e disse sim pra ele. Hoje eles moram aqui em Norwich, são casados a 1 ano e meio e ela é muito feliz sim, obrigada. Trabalha, fala 4 línguas diferentes, e na aula não para de falar um minuto!! e teve o casamento arranjado e conheceu o noivo somente na festa!!!
Também sei, que as pessoas não fazem ideia de como é o Brasil. A maioria acha que moramos na floresta, e ontem, ofendi mortalmente uma francesa quando disse que não eu dançava muito bem. Mas, em compensação, hoje meu colega polonês perguntou um monte sobre o Érico Verissimo, e minha professora me contou que o marido é pelotense, e que ela morou 6 anos em Rio Grande. (só não gostou do frio (!!!!!) porque disse que no brasil não estamos tão bem preparados pra ele como aqui na Europa)
Das coisas que eu sei e conheço agora, tem também uma japonesa casada com espanhol, que mora na Inglaterra e tem 4 lindos meninos de olhos puxados e com cara de espanhóis, que falam um inglês único, com mistura de 2 sotaques diferentes. Tem uma colega iraquiana, que é muuuuito engraçada, e uma professora inglesa, casada com um libanês, que acabou de voltar pro país dele pra encarar os conflitos, deixando ela com o coração na mão.
E tantos, tantos, outros exemplos que não cabem aqui.
Mas que serviu pra ensinar, mas principalmente pra "desmistificar" o mundo de uma maneira geral.
Confirmando que tudo é uma questão de atravessar a ponte e ver com os próprios olhos.