A festa foi um sucesso. E o mais importante de tudo, ele adorou!
Ao todo tivemos 14 crianças correndo pela casa, uma loucura só, sendo que dessas 11 eram meninos!
Lorenzo convidou 6 amigos da escola, 3 vieram e os outros eram vizinhos e filhos de amigos.
Ele estava muito ansioso esperando os convidados. Depois que ficou pronto, abriu a porta e ficou sentado nos degraus esperando.
Tiramos as camas do quarto dele, fazendo assim uma "brinquedoteca" incrível com todos os brinquedos.
O bolo foi um capítulo a parte. As crianças chegavam e diziam : uuuuuoooooouuuuu e todo mundo queria saber como eu fiz, se tinha bolo mesmo embaixo e essas coisas.... cantamos o parabéns e a criançada desmontou ele. Lorenzo abriu os trabalhos pegando os MMs e depois avançou no kit kat com a maior cara de pau, tendo a compania da molecada toda. Foi uma delícia.
Quando comecei a cortar o bolo e oferecer para eles, veio o lembrete, uma das colegas disse : não obrigado, vou esperar para levar na sacola de lembrancinha.... hahahahaha. Aqui o costume é esse, eu tinha esquecido, canta o parabéns e o bolo some, só veremos ele de novo enrolado em um guardanapo dentro da sacolinha. Bernardo explicou pra ela que nós fazíamos diferente, e ela meio chocada não quis comer.
Continuando a brincadeira, la pelo final da festa, a outra colega resolveu ousar e pediu uma fatia. Sentou pra comer enquanto a primeira observava. Oferecemos mais uma vez e ela não resistiu, e nesse momento aconteceu um dos diálogos mais engraçados dos últimos tempos:
-tá uma delícia esse bolo né?
-sim, muito bom
-e (entonação de alegria e surpresa) a gente ta comendo o bolo na festa!!!!!!!!!!
- (entonação de quem acabou de ganhar na loteria) euuuuuu seeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiii
Tive que virar de costas porque as lágrimas escorreram de tanto eu rir.
Sei que a criançada achou tudo muito diferente e divertido.
Na hora de ir embora, outra surpresa: nada de sacolinhas de doces, e sim um lápis gigante com borracha na ponta, que escreve mesmo!
Convidados satisfeitos e aniversariante desmaiando na cama de tanta alegria.
Meu meninão mereceu cada MMs colorido e cada negrinho (e não foram poucos) que ele comeu.
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domingo, 22 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Criança é tudo igual... mesmo anos depois.

Quando a Renata era pequena (minha irmã), ela adorava o desenho "A menina e o porquinho". Olhava um milhão de vezes, e em todas elas choraaaaaaava quando a Charlote morria, e quando o porco em questão crescia....
Ele começa filhotinho no desenho e la pelas tantas vira um belo porcão. E ela chorava indignada porque o Wilbor tinha que crescer.
Por aqui o fator "crescer" tem ganho algumas discussões. Esses tempos na hora de dormir ele falou: mamãe, eu não quero mais comer porque não quero crescer, quero ficar criança pra sempre!
Tive um choque, e pensei: meu deus que tipo de vida adulta ele percebe de nós para não querer ficar adulto?? falei que era muito legal, que a gente podia fazer várias coisas, ter filhos e por ai vai...
Aí, uns dias atras baixei pra ele ver o filme A menina e o porquinho, e adivinha? ele surtou quando a aranha morre, e claro, na hora que o porco cresce!!!
Perguntou porque tinha que crescer, porque não podia ficar pequeno, e até que hoje vendo o filme pela 10920978972 ele disse: mas mamãe, quando ele fica grande ele não tem mais mamãe... não sabia se eu chorava e abraçava ele ou chorava e saia correndo.
No filme, realmente ele não tem mãe, mas falei pra ele que a mamãe tava lá, no cantinho, só que não aparecia, que ela ficava cuidando dele mesmo de longe.
Não sei se foi uma resposta, mas ele parou de perguntar.
Agora quanto a morte da Charlote, não tem jeito, não tem explicação suficiente.
domingo, 20 de março de 2011
É o Lorenzo, opá!!!
Cada dia Lorenzo me aparece com uma coisa diferente que nos mata de rir. Agora ele decidiu que é português, de Portugal mesmo.
Nós temos essa família de amigos portugueses. Ela, fala um milhão de línguas diferentes, e com nós fala "brasileiro" sem nenhum sotaque português. Quando fala com o marido e o filho, fala o português-português.
Mas ele é super português, e cheio de gírias, não deu outra, Lorenzo agora é "opa" pra cá, e "pois" pra lá. Muuuuuuito engraçado.
Tipo assim: Lorenzo me alcance aquilo. E ele: já to levando opá!
Ou Lorenzo vem cá! e ele: pois mãe, to indo.
Nos rolamos de rir.
Agora pouco o nosso vizinho inglês tava aqui brincando com ele, e ficamos impressionados com ele conversando. As vezes, a gente não entendia o que ele dizia, mas o menino sim!!!
Nós não ficamos falando nada, pra ele não ficar com vergonha, mas é muito legal.
Vai voltar pro Brasil falando não só inglês, mas as línguas dos nossos amigo também!
Tomara.
Gremista/brasileiro/português/inglês/ e o que mais aparecer....

segunda-feira, 7 de março de 2011
Que Mario?

Ontem resolvemos levar o Lorenzo pra jogar boliche.
Logo que chegamos aqui, tentamos, mas chegando lá o lugar estava em reforma, então ele ficou super decepcionado e sempre nos cobrando pra voltar.
Boliche é modo de dizer, porque é um super complexo de entretenimento que por acaso, tem boliche também.
Chegamos lá e entramos na "fila". Tinhamos 1 hora livre até nossa a hora do jogo. (na verdade, eu acho que isso deve ser golpe, porque nem tinha tantaaaaaa gente jogando). Mas o que fazer enquanto se espera? gastar dinheiro nos brinquedos, óbvio.
E se o problema for que você não tem moedas, não se preocupe! existe umas 5 máquinas de troco que se coloca uma nota de qualquer valor e ela te devolve em moedas do valor exato para os brinquedos!! como mágica!!!
Mas na verdade, a história começa um mês atrás, quando eu e o Ber fomos no cinema, e lá tinha uma dessas máquinas de pegar bichos de pelúcia. A máquina em questão, tinha todos os personagens do Toy Story, e uns 3£ depois estávamos furiosos e frustrados, e com a certeza mais que absoluta que essas máquinas foram feitas pra comer nosso dinheiro, já que todas as vezes pegávamos o bicho quando a grua começava a mexer, ela abria. E pior: tu só pode fazer 2 movimentos, um pra cada lado!!!! uma pra frente e um pra direita, quando para a grua desce...Enfim, fizemos juras de NUNCA mais gastar dinheiro com aquilo porque era um absurdo e tal.
Voltando ao dia de ontem....
A primeira máquina que vimos foi dos bichos, só que com TODOS os personagens do Super Mario. TODOS. Claro, tivemos um surto, e lá fui eu...
30 centavos cada jogada. Eu disse: só 2!!!
E fui, lá, e claro, não peguei nada.
Quando o Lorenzo saiu do brinquedo dele e viu aquele Mário enorme com bigode e tudo, claro, pediu pra jogar. E eu : filho, é muuuuito difícil, a máquina é meio estragada, não dá... e conversa vai conversa vem, decidimos colocar 1£, porque daria direito a quatro jogadas. Assim foi.... Lorenzo se posicionou, demos as dicas e voalá! um Mario enorme e lindo foi agarrado pela grua e caiu direto nos braços de um menino lindo, com pais gritando e pulando feito duas crianças que voltaram a acreditar em papai noel.
Agora, Bernardo já tem certeza da técnica, que precisa não sei o que, e que bla bla bla.... estamos loucos pra ir de novo e conseguir a turma inteira, Luigi, Princesa, Ioshi....ou só gastar um dinheiro e voltar a maldição das máquina.
PS: o boliche foi uma delícia, com direito a sapatos especiais (inclusive pro Lo), um suporte de metal para colocar a bola para os pequenos jogarem de igual pra igual, e laterais que levantavam para a bola dele não ir pela canaleta. Na próxima vez, vou colocar pra mim também...
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
"Mas a gente não sabe onde é a nossa casa...."
Essa frase foi dita pelo Lorenzo esses dias, quando falávamos em visitar uma querida amiga que no final do ano vai morar na Indonésia.
Eu falei super inocente, que seria uma boa idéia, e ele: não mamãe!! eu não quero ir pra lá porque a paisagem é muito diferente... (!!!) e também a gente não sabe onde é a nossa casa..."
Eu e o Ber ficamos falando, que ele as vezes perde a noção das coisas.
NO final do ano ficamos 6 dias em Londres, e ele no último dia teve uma crise achando que a gente não voltaria pra cá, e volta e meia fala "de quando a gente morava em Londres..." kkkkkkk.
Hoje conversando com uma amiga brasileira daqui, ela me contou que eles decidiram voltar pro Brasil no final do ano, depois de 4 anos aqui.
Na Inglaterra, eles tiveram uma casa super bacana, uma filha linda que é bilingue, o primeiro carro de vida deles e mais um monte de coisas legais, e no Brasil tem a indecisão de começar toda uma vida de novo, mas.... é no Brasil.
É engraçado esse sentimento. Eu considero aqui, fisicamente a minha casa. As minhas coisas, o nosso cheiro, a nossa rotina. Mas esses dias fazendo pipoca, senti aquele cheiro e falei : "que cheiro de..... casa..." porque lembrei o cheiro do Bourbon Ipiranga, que íamos quase todo dia.
Eles decidiram voltar porque ele pode ter um emprego bacana, mas principalmente, claro, pra ficar perto da família. Não família propriamente de sangue, mas dos amigos, do povo, do calor... de tudo que família/brasil significa pra quem mora fora.
E claro que estão preocupados. Com a segurança, com o dinheiro, com a educação e mais um milhão de coisas. Mas na hora que o coração aperta, ainda vão estar indo pra casa, mesmo que a 4 anos não seja mais a casa física deles.
Nós quando decidimos vir pra cá, decidimos ao mesmo tempo não sofrer. Não que seja fácil assim, mas se a decisão estava tomada, precisávamos transformar tudo no mais fácil possível. E assim está sendo... viajamos, temos nossas coisas, Lo vai pra escola, temos nossa rotina e nosso lazer... tudo muito diferente do Brasil, mas tudo muito bom também.
A única coisa que agora aperta o coração, é perceber que nos relacionamos e fazemos vinculo de amizade com pessoas que estão sempre voltando, ou indo, ou as duas coisas.
A gente da tchau pra família, pros amigos de todo uma vida, pra nossa cultura (e pro calor), daí faz amigos, e dá tchau pra uma que vai pra Indonésia pra fazer estagio por 6 meses, pra outra que vai voltar pro Brasil.... é sempre e eterna uma despedida.
Que coisa.
Mas pelo menos temos gente pra visitar pelo mundo todo!!!
Ja dizia Oswaldo Montenegro"...porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade"
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Mais Lorenzices
Ontem voltando da escola:
mamãaaaaeeeeee, to cansado!! mamãããããããããeeeeeee, vai devagar... mamãeeeeeeeee quero cacunda.....
e eu: filho, falta só um pouco pra chegarmos no super, não fica gritando que tá enchendo o meu saco.
No super: mamãe, sabe uma coisa? agora que eu to bem comportado teu saco deve estar beeeeeeem vazio não é?
hauhauhauhua
mamãaaaaeeeeee, to cansado!! mamãããããããããeeeeeee, vai devagar... mamãeeeeeeeee quero cacunda.....
e eu: filho, falta só um pouco pra chegarmos no super, não fica gritando que tá enchendo o meu saco.
No super: mamãe, sabe uma coisa? agora que eu to bem comportado teu saco deve estar beeeeeeem vazio não é?
hauhauhauhua
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